Pesquisa CNI/Ibope pontos positivos e negativos para Dilma

Posted by: on out 1, 2011 | No Comments

A pesquisa CNI/Ibope traz boas, mas também más notícias para a presidente Dilma Rousseff.

Entre as boas: o aumento de sua popularidade na região Sul do país e o fato de que cada vez mais sua imagem diminui da dependência em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: o percentual de eleitores que consideram o governo Dilma melhor que o de seu antecessor subiu quatro pontos, de 11% para 15%, embora permaneça abaixo dos 26% dos que consideram que Lula governava melhor.

As más notícias representam um perigo real e imediato para a presidente da República: se atender à opinião pública, Dilma desiste da recriação do “imposto do cheque” e dedica mais atenção à ameaça que a inflação representa para sua popularidade.

“As áreas piores avaliadas são Impostos e Saúde, com percentual de eleitores que desaprovam as ações do governo de, respectivamente, 66% e 67%”, diz o relatório. A Emenda 29, que trata do financiamento da Saúde, está na agenda do Senado, que também não demonstra disposição para ressuscitar a CPMF, com outra denominação – 63% rejeitam a criação do novo imposto, segundo enquete feita pela “Folha de S.Paulo”.

Na campanha e logo depois da posse, Dilma prometeu não criar novos impostos, citou especificamente a Saúde, mas aos poucos foi se rendendo aos argumentos de que é necessário mais recursos para assegurar um bom atendimento à população.

O problema é que nem ela nem o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, conseguem convencer os eleitores nem os congressistas, desconfiados de que os problemas na área da Saúde se dão muito mais por má gestão do que por falta de dinheiro.

No caso da inflação, a maioria dos entrevistados pela pesquisa CNI-Ibope, principalmente nas cidades com mais de 20 mil habitantes, desaprova a forma como o governo vem enfrentando a inflação. Essa rejeição, a depender do comportamento dos índices de preços, pode se transformar em impopularidade da presidente nos próximos meses.

No acumulado de 12 meses, até agosto, o IPCA chegou a 7,23%, o percentual mais alto desde 2004.